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In the dark room

It wasn’t my first time in the darkroom. When I was studying Graphic Design, I had this class as part of my photography programme during the graduation. At that time, it was a curiosity, but I never felt like doing it my self. It was more convenient to source professional labs to have your pictures developed. Yes, I’ve seen the world before the internet! – and analogue film cameras were the standard back then. 

Developing my own film seemed to me as a luxury, and an amount of time and money that I couldn’t afford it. Then, the first digital cameras came. They were quite rubbish at the beginning, at least the affordable ones. It took some time before I had my first digital camera. However, since then, I never felt like coming back to the old film. I’ve got immediately engaged with the digital photography world. It was amazing to see the images while you were shooting and so practical to just download them straightway to the computer. And guess what: your memory card was the limit! You could take as many shots as you would like to without worrying about the restricted number of exposures on the film. This, to say the least. Post processing images in photoshop was almost like magic. A whole universe of different papers and layouts were unveiled ahead.

Many years have passed and I witnessed the raise of lomography dragging with it a horde of excited enthusiasts looking forward to emulating Instagram filters with film. I have been aways a bit sceptical about what has driven those people to get into really expensive plastic cameras. If these people were craving for the film resolution possibilities, the dynamic range,  or for pure interest about the analogue process, that would’ve made more sense to go after the top ranked second hand film cameras. Second hand top 35mm cameras – and even the larger formats – are still relatively easy to find and chip to buy. I wonder when the next wave will revival the typewriters and turn them into a vintage fever… 

Suddenly, I’ve got myself developing film once more, just few days ago, during the second week of my MA Course… and I enjoyed it so much! It was a mixed feeling of nostalgia and handcrafting, an artistic feeling, really. That’s when, immerse in chemicals and groping in the dark, I caught my self feeling guilty. After all, I was studying for a master’s course and I wasn’t supposed to enjoy it so much. I should be suffering in pain and despair, snowed under books and intangible contents to study – my father would say. 

It is curious how certain activities can bring up to the surface old memories and a bit of self knowledge. I’ve been into creativity activities since ever and working professionally with it since I first entered to the university, when I as 17. Even though, this old ghosts from my upbringing are still there, lurking somewhere in the dark.

Thant might had been a silly thought, but it shocked me raising my attention. This darkroom experience somehow messed up with my head. Now, something is different. Since then, I have been feeling this urge to draw and doodle again… 

After undergoing the darkroom egotrip experience I could reassure that the reasons why I got so into digital photography are still valid and I am not persuaded to move back to film, but I have to admit that it could be a great fun to play around with film now and then.

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The Brazilian Event Connection

Some images of this splendid networking night connecting Brazilian and English business communities ant the Hotel du Vin Wimbledon. During the event, Angela Hirata, the marketing head of the Havaianas branding presented the showcase about the international ascension of the iconic Brazilian flipflop. Congratulations to Susy Shikoda and Portal Londres for this remarkable event.

Photos: Ale Filizzola

A história da Moda

Resenhas e aventuras de Ale Filizzola (@alefilizzola) pelo mundo do Fotografia de Moda em Londres.

Voltando no tempo, bem lá atrás, na época dos gregos e romanos, a moda era meio que uma só pra todo o mundo dito civilizado. Com boa parte do corpo em evidência como uma coisa normal, vestimentas drapeadas e sem corte eram a base de uma moda que seguiu praticamente inalterada por séculos. As mudanças de estilo aconteciam geralmente nos adereços, como jóias, penteados, perucas e maquiagem. O oposto disso, roupas com corte e costura, ainda que rústicas, eram características do mundo bárbaro. E isso nem se cogitava “desfilar” pelas ruas de Roma.

Mas as vestimentas cortadas e costuradas para melhor se adaptarem ao corpo acabaram se provando mais quentes e práticas, sobretudo pra os climas mais frios dos territórios do norte. E, quem diria, as invasões bárbaras e a queda de Roma, começaram, não pela guerra, mas pela moda. Esta nova moda acabou se estabelecendo de vez a partir da ascensão do Cristianismo. Nessa nova religião que agora regia o estado, o corpo nu, ou ainda que semi-exposto, passou a ser visto como motivo de vergonha, pecado e pudor. E nada mais adequado a estes novos valores do que assimilar a moda bárbara, que tão bem atendia à nova ordem de recato.

O tempo foi passando e, durante a idade média, pouco se variava entre o que vestia o senhor de terras e o camponês. Mesmo a distinção de gênero na moda para homes e mulheres era muito discreta. A diferença de classes se mostrava mais evidente na qualidade dos materiais e tecidos utilizados conforme o status e de acordo com o alcance de cada um.

Só por volta do século 14 o florescer do comércio entre povos e nações aqueceu a economia e fez surgir uma nova classe burguesa. E esta foi a principal responsável por difundir os novos conceitos de moda, trazidos de outras terras e reinos, juntamente com os novos tecidos, como a seda, que eram amplamente desejados e comerciados. 

Livros com conceitos e ilustrações de moda se tornaram populares pelas cortes e altas classes já no século 16. E, sem dúvida, a recém inventada nova tecnologia da prensa de Guttemberg contribuiu para a velocidade de disseminação de tendência e estilos, que mudavam cada vez mais rapidamente. Embora o rapidamente daquela época possa parecer uma eternidade, se comparada a imediatez e efemeridade da moda veiculada pela mídia de hoje.

Mais algum tempo passou e a moda então era os ricos se desfazerem do que já não era mais moda. E os beneficiários deste descarte de roupas em perfeito estado eram os seus empregados mais próximos, que deveriam sempre estar bem vestidos e a altura de servir aos seus senhores, como evidência de prosperidade dos donos daquela casa. Então, todo um mercado de roupas de segunda mão surgiu daí. E alta moda passou a ser copiada e adaptada (as vezes de forma caricata) pelas classes menos favorecidas, e com algum atraso em relação à mais nova moda, é claro.

E veio a Revolução Industrial produzindo, entre outros materials, tecidos em larga escala que, por sua vez, precisavam de grandes mercados consumidores, como os criados pelo surgimento e expansão dos grandes centros urbanos. Com a migração do campo para a cidade a proliferação de novas profissões e classes sociais, distinção já não era tão simples como a entre ricos e pobres, homens e mulheres. A moda agora precisava discernir entre os diferentes ofícios e arranjos que surgiram nas cidades.

E moda teve que acelerar ainda mais o seu ritmo para acompanhar a modernidade. Como as diferenças e a demanda extrapolaram a classe e status das pessoas, se estabeleceram estilos que melhor expressavam a individualidade. E a moda passou a também refletir mudanças de humor, estado de espírito e até mesmo períodos do dia. O guarda roupas cresceu para acomodar a variedade da moda que se diversificava em roupas esportivas, para viagens, comemorações e ocasiões especias, luto, jantares e afins. O estilo em vestir agora podia até mesmo ser caracterizado pelo simplesmente pela expressão do gosto e personalidade de cada um.

Na contra mão de tanta efervescência fashion, foi inventado o uniforme. Expressão da conformidade, burocracia e símbolo do avanço do estado sobre a vida do indivíduo.

Primeiramente adotado pelas altas patentes militares, já no início do século 18, a marinha Britânica já apresentava o uniforme para seus oficiais, enquanto as baixas patentes só passaram a usá-lo cerca de um século depois. Mesmo parecendo a antítese da moda por suprimir a personalidade, ao invés de exaltá-la, o uniforme paradoxalmente foi utilizado como um atrativo fashion para recrutar cadetes nas guerras que se seguiram, como símbolo da virilidade e glamour do soldado. E o mesmo princípio também foi usado para o sexo oposto, como no caso do uniforme cuidadosamente talhado para exaltar a vaidade feminina nas mulheres que se alistavam na marinha Americana durante a Segunda Guerra Mundial. E ainda curioso de se notar como, no mundo moderno, o uniforme também se transformou em um frequente alvo de fetiches e fantasias sexuais.

Ainda assim, até por volta do final do século 18, a moda não mudava muito de ano para ano. Até então, os últimos lançamentos e estilos circulavam em cópias em miniaturas, quase como que roupas de bonecas, dos vestidos e roupas feitos para rainhas e reis. Estas miniaturas era feitas e alardeadas pelos estilistas das realezas de então, como as produzidas por Rose Bertin, costureira e conselheira de estilo de Maria Antonieta, considerada como uma das primeiras designers de moda. Este artifício foi em seguida superado pela produção de imagens em placas de metal gravado na nova tecnologia das publicações. E esta, por sua vez, se tornou obsoleta a partir da invenção da fotografia e o avanço das mídias de massa.

Perto do início do século 19, costureiros da alta moda já faziam fama e se esforçavam por serem reconhecidos como artistas. Fashion designers se tornavam figuras de conhecimento público e criavam fortunas com suas produções exclusivas, tanto para a realeza quanto para a aristocracia. “Só o costureiro poderia se tornar um homen acima [da moda e] das distinções e disputas de classe; ele podia, por que ele era um Artista e, consequentemente, era inspirado a criar a moda, que pintores, e depois fotógrafos, depois transformaram em símbolos e a assinatura de uma época”. (Elizabeth Wilson, 2003. p.32)

No entanto, as mulheres que usam estas criações, que poderiam chocar e até mesmo indignar a sociedade, eram as atrizes e amantes, ao invés das respeitáveis damas de família. Estas mulheres mundanas, piriguetes de meados do século 19 Parisiense, não tinham nome, nem família, nem classe. Elas vinham não se sabe de onde e o seu sucesso dependia unicamente da sua personalidade e estilo. Elas eram as únicas, portanto, que poderiam se atrever a usar os estilos mais escandalosos e criar sensação. E, sem dúvida, esse era o seu objetivo: promover a elas mesmas. Finalmente, uma vez estabelecida a suntuosidade dos seus vestidos, isso também ostentava a riqueza e prosperidade dos homens que as patrocinavam. Nesse mundo voraz, beleza tornou-se um passaporte para a ascensão social. Logo, tornou-se de suma importância ostentar como se tivesse o que não tem, pois este passou a ser o melhor caminho de se conseguir depois, aquilo que se finge ter. A aparência substituiu a realidade. (Elizabeth Wilson, 2003. p.33)

Em meio a produção de roupas em massa a partir de 1910, a grande revolução da moda veio do rompimento com os velhos corselets e laços de fita, em detrimento de um estilo mais esportivo, casual e prático para as mulheres, mesmo que quase com um século de atraso em relação a quando o mesmo aconteceu com as roupas masculinas. E a designer que talvez melhor tenha catalisado esta mudança tenha sido Chanel, com um ideal estético que protagonizou o grande paradigma do século 20. O minimalismo de um estilo que subverte em si toda a idéia de moda como ostentação, e entretanto, feito dos mais finos materiais e adornado em jóias. Um novo look ágil, moderno e, de certa forma futurista, supostamente tão feminino, mas que trazia consigo algo de estranhamente masculino em si.

Resenha escrita a partir do estudo do trabalho de Elizabeth Wilson, Adorned in Dreams. 2003: The history of Fashion.

Ilustrações feitas por AleFilizzola e inspiradas em: 

  1. Fotografia de Coco Chanel e Serge, 1920,
  2. Ilustração: Changing with the times, What a welcome change it was when the ugly clothing of the previous decade was replaced by the new creation of the current times! Elizabeth Wilson, 2003. p 07.

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Brexit Fashion

Brexit Update by Aspect Plus and
Fashion Business by Adriana Chiari Magazine
Amba Hotel, Marble Arch, London
19/04/2019
Photos: Alessandro Filizzola

Two great events for the Brazilian community happening consecutively in London. The first one, Brexit Update, a core update on the last news about the Brexit and how it can impact on the Brazilian community leaving in London. The second one, Fashion Business, an inspirational round of great facilitators discussing about the fashion market in UK and in the world.

Brexit Update

  • Vitória Nabas: Brexit e as consequências para os Europeus e imigrantes no UK
  • Alessandra Furlan: Validação de diplomas de profissionais da área da saúde no Reino Unido e onde encontrar esses profissionais seguramente
  • Cláudia Vieira: Settled & Pre-settled status, Residência permanente no Reino Unido para os Europeus e seus dependentes

Fashion Business:

  • Samanta A. Bullock : Moda inclusiva
  • Fernanda Andrade : Moda e conteúdo em redes Sociais
  • Reginaldo Fonseca: Como trabalhar com moda no mundo Moderno.

Notting Hill Carnival

  • The Notting Hill Carnival is a traditional street festival that takes place on the streets of Notting Hill area in London. This is known as a celebration of the Black British Culture with strong Caribbean influence.  It attracts millions of participants every year during the August Bank Holiday.
Street photography by Alessandro Filizzola (Notting Hill, London, 2016-2017)

Far away from the mushy love story lived in a bookstore on that movie from the late nineties, during this August carnival season, the streets of Notting Hill are turned into a loudly crowd populated by exotic and eccentric characters. Dispite the name, it is not to be mistaken as the Brazilian Carnival with happens in February. Yes, you will find some shy samba school exhibitions and thousands of people following the parade.  However, the omnipresent smell of jerked chicken barbecue in the air will remind you that you are not in Rio and that this British-Caribbean festival is something else. So, undress your soul of any pre concept or prejudice that you might have, get a drink, have a patty, mingle and indulge yourself in Notting Hill Carnival!

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Portrait: Carol / Brazil

The World Around in a Nutshell.
London Photo Tour.
Photo: Alessandro Filizzola.

 

 

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Portrait: Sunny / Korea

The World Around in a Nutshell.
The Kitchen Portraits.
Photo: Alessandro Filizzola.

 

 

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Portrait: Larissa / Brazil

The World Around in a Nutshell.
The Kitchen Portraits.
Photo: Alessandro Filizzola.

 

 

 

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Street Portrait: Chun Yu / Taiwan

Street Portrait – Photo Essay
Model: Chun Yu / Taiwan
Photo: Alessandro Filizzola

 

 

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Mr and Ms DS Wedding

A brief taster of this lovely Iranian wedding that we had the honour to register at the Old Marylebone Town Hall, London. I wish all the best for them!

Photos: Ale Filizzola and Tatiana Eisenberg

Portrait: Yasemin / Turkey

The World Around in a Nutshell.
The Kitchen Portraits.
Photo: Alessandro Filizzola.

 

 

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Portrait: Francesco / Italy

The World Around in a Nutshell.
Photo: Alessandro Filizzola

 

 

 

 

Portrait: Fábio / Brazil

The World Around in a Nutshell.
Photo: Alessandro Filizzola

 

Portrait: Daline / Brazil

The World Around in a Nutshell.
Photo: Alessandro Filizzola

 

Alessandro’s photo exhibition: the capture of emotions, attitudes, lifestyle, symbols and social environment

invitation Alessandro Filizzola

FAVELA ARTS

Media Release

Alessandro Filizzola – Portraits: the capture of emotions, attitudes, lifestyle, symbols and social environment 

London, UK – Alessandro Filizzola Portraits: the capture of emotions, attitudes, lifestyle, symbols and social environment – is a solo exhibition and will be on view at the Favela Arts Gallery in Made Brasil Boteco starting on February 21th. Inspired by the diversity and people’s relationships with environment, lifestyles and emotions, Filizzola captures portraits with the aim of register cultural sensitivity. The photographs reveal his journeys and encounters, poetically addressed by photographic techniques. This exhibition aims to show and discuss a broad selection of his work, with a variety of themes, subjects and perceptions.

Filizzola is a Brazilian artist who focuses his work on the portraiture art. He was honoured with the Press Award UK prize as the outstanding Brazilian photographer in London in 2017. As a photographer in Brazil, he worked with the Red Cross in the Amazon Rainforest and as a cofounder in the “Know to Preserve” project where we registered the cultural and historical heritage in traditional communities as a pillar for their sustainable development. In the UK, he is exploring the opportunity to teach photography and act as a documentarist photographer on behalf of different social organizations working with refugees and youth groups from deprived backgrounds among others.

Clara Rocha – independent curator

WHEN

Opening Night: Wednesday 21st February 2018 – 7 – 9:30pm

Exhibition on from 21st February to 21st March 2018 

Opened daily from 5pm –till late, Saturdays/Sundays from 12pm-till late

WHERE

Made in Brasil Boteco – Favela Arts Gallery 

48 Chalk Farm road, NW1 8AJ

 

CONTACT

Barbora Paziam (favelaarts@madeinbrasil.co.uk)

Clara Rocha (mariaclara.mrocha@gmail.com) | 2ndencounter.com

Alessandro Filizzola www.alefilizzola.com

 

 

 

Portrait: Elliot / United Kingdom

Shaolin Temple – London
Photo: Alessandro Filizzola.

 

 

Portrait: Canan / Turkey

The World Around in a Nutshell.
The Kitchen Portraits.
Photo: Alessandro Filizzola.

 

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Portrait: Art / Kosovo

The World Around in a Nutshell.
The Kitchen Portraits.
Photo: Alessandro Filizzola.

 

Portrait: Letícia / Brazil

The World Around in a Nutshell.
Photo: Alessandro Filizzola

 

Portrait: Leo / Brazil

The world around in a nutshell.
Photo: Alessandro Filizzola

 

Portrait: Daniel / Spain

The world around in a nutshell.
Photos: Alessandro Filizzola

Portrait: Azat / Kazakhstan

The world around in a nutshell.
Photo: Alessandro Filizzola

Winner: PRESS AWARD UK 2017

I am feeling very proud of being elected as the winner on the Photography category on the Press Award UK 2017.

I was nominated as one of the outstanding Brazilian photographers in London who, among the other highlighted artists, has featured his contribution to promote the Brazilian Culture as well as a positive image of both Brazil and Brazilians and their activities overseas.

My many thanks to the board for this award and for all that honored me with their vote and support through the whole fases of the award. The first fase was being nominated by one member of the special jury; the second fase was by popular election and the 3 finalists for each category went to the selection by the technical jury.

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London Photo Tour: Mari & Family

A Family Photo Tour with the joyful Mari and her family shooting pictures for a remarkable family album of their trip to London.

 

Portrait: Jenny