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Portfolio Showcase

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Winner: PRESS AWARD UK 2017

I am feeling very proud of being elected as the winner on the Photography category on the Press Award UK 2017.

I was nominated as one of the outstanding Brazilian photographers in London who, among the other highlighted artists, has featured his contribution to promote the Brazilian Culture as well as a positive image of both Brazil and Brazilians and their activities overseas.

My many thanks to the board for this award and for all that honored me with their vote and support through the whole fases of the award. The first fase was being nominated by one member of the special jury; the second fase was by popular election and the 3 finalists for each category went to the selection by the technical jury.

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Portrait: Jiwon

London Photo Tour: Lara

Diana Oliveira London Fashion Trip

 

Photo Portraits Workshop

 

Mat & Ju: Family Portraits

Oriane Portraits

Oriane Portraits
London / Summer 2016
Photo: Alessandro Filizzola

 

 

 

 

 

Taly Portraits

Taly Portraits
London / Summer 2016
Photo: Alessandro Filizzola

 

 

 

 

Esperando Asdrúbal

A espera do primeiro filho é algo único. E para manter o suspense sobre a escolha do nome, este descolado e querido casal inventou uma brincadeira ao adotar um inusitado pseudônimo: “Nossa, já está chegando a hora, né?! Já pensaram em como irá se chamar? – Asdrúbal”. 😀

Essa é só uma provinha das imagens deste ensaio que foi repleto de diversão, entrega e afeto. Aos futuros jovens pais, muito obrigado pela confiança e pela incrível recepção que tivemos.

Fotografia: Alessandro Filizzola e Tatiana Eisenberg

 

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Vou para o Louvre!

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Bela foto! Mas quem és tu, foto?” – me perguntou um grande amigo sintetizando a dúvida recorrente. Aí eu respondi: “se for botar reparo, meu amigo, verá que é uma imagem da corredeira sobre o fundo do Rio Preto, onde umas algas dançarinas, fixas sobre às pedras, em um espetáculo de movimentos mui impressionistas. Só que nada disso importa, o que vale mesmo é o que você viu e o que ela te despertou. Fico muito feliz de saber de tantos que viram além do rio”.

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Visagens

“Aparições de um universo simbólico e místico, por vezes aterrorizante. A este mundo entregamos nossas almas em sonhos e delírios do que cremos, do que somos e do que vivemos. Prelúdios da morte? Prenúncios da vida?”

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álbum Verbo Vitrola Motor Band

Som da melhor qualidade com a Verbo Vitrola Motor Band num ensaio fotográfico com uma pegada Rock’n Roll intensa e ruidosa. Mercado Mundo Mico, Macacos / MG, em abril de 2014. Veja uma amostra das lâminas nas imagens abaixo, ou Clique aqui para baixar o álbum virtual em flash e folheá-lo.
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Brincando com os estudos de composição

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Estão vendo a animação com um monte de linhas e curvas que se sobrepõe em cada uma das telas sobre uma foto? Pois é, a brincadeira é sobre como os estudos de composição (esse monte de linhas) podem ser aplicados para compor e analisar uma imagem. Piada meio nerd de mais, né?! – Acontece… rsrsrsrs

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Álbum de Casamento Carla & Stephen

 

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Casamento de Carla e Stephen ao ar livre no Sítio Monte Verde em Itabira/MG

Fotos do casamento de Carla & Stephen, em junho de 2013, no Sítio Monte Verde – Itabira/MG – Brasil.

 

 

Clique aqui para ver um vídeo com clipe de fotos com a música tema do casamento
(clike here to see a movie clip with animated photos and the wedding sound theme)

ou

Clique aqui para ver o álbum completo pelo FaceBook
(clike here to see the entire album)

Aldeia Tupiniquim de Caeiras Velha – Projeto Poranduba ATEBEMG

Resgate e instrumentalização cultural através do teatro de bonecos em comunidades indígenas

O teatro de bonecos pode ser usado como uma importante ferramenta para o resgate cultural. Por seus recursos de narrativa, elementos do imaginário coletivo são captados e trabalhados nos seus aspectos culturais, lúdicos, textuais, cênicos, artesanais e sociais. A ATEBEMG – Associação de Teatro de Bonecos de Minas Gerais, com o seu projeto Poranduba, trouxe esta proposta a cinco aldeias distribuídas pelos estados de MG, ES e BA. Tive o prazer de acompanhar, como fotógrafo convidado, entre os dias 03 e 09 de setembro de 2012, a oficina realizada na Aldeia Tupinikim de Caeiras Velha, na região de Aracruz, no Espírito Santo. Neste artigo adianto algumas das imagens e curiosidades desta experiência. Maiores detalhes sobre o projeto, seu acervo fotográfico completo e seus resultados serão publicados oportunamente no site da ATEBEMG, a idealizadora e realizadora desta ideia. Este projeto só foi possível graças aos recursos obtidos através do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz.

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Álbum de fotos Oficina Poranduba
Álbum de fotos Aldeia Tupinikim de Caeiras Vellha – ES
Álbum de fotos Tambor de Congo

O conceito do projeto Poranduba – Roda de Contos Indígenas com Bonecos, em si, é bastante simples, embora de grande espectro de atuação: trabalhar as lendas e histórias das aldeias, transferindo aos participantes uma base teórica e prática das técnicas do teatro de bonecos em oficinas com educadores e formadores de opinião em cada comunidade contemplada. Ao final das oficinas, espera-se que os integrantes apresentem à comunidade um espetáculo original com bonecos e roteiro desenvolvidos por eles próprios e tornem-se multiplicadores destes conhecimentos obtidos, utilizando-os como ferramenta pedagógica de apoio ao resgate cultural e à valorização da identidade daquele povo.

O ponto de encontro e partida foi na sede da associação em BH. Aos poucos os bonequeiros foram chegando e começando a organizar 2 palcos itinerantes das companhias + 2 palcos desmontáveis das oficinas,  equipamentos de som, luz, bonecos e bagagens pessoais. Na van com uma carreta a reboque viemos 4 pessoas para as oficinas, 2 fotógrafos e ainda 4 pessoas de dois grupos (Família Silva e Cia de Inventos) que realizariam apresentações especiais de abertura nas aldeias. Ainda agora custo a acreditar que conseguimos acomodar tudo.

Depois de pernoitar em Aracruz, fomos recepcionados pela Alzenira. Fizemos uma escala na Aldeia de Pau Brasil para descarregar o primeiro grupo de oficina – Fabiana, Anderson, Rafael, Roberto e Cida – e rumamos para a Aldeia de Caeiras Velha. Enquanto o Nado e a Renata montavam o palco e distraiam com maestria a criançada que se aglomerava para o espetáculo, Tiago e Iasmim, do Grupo Girino,  foram resolver questões práticas quanto ao alojamento e local de trabalho para os próximos dias.  Tivemos grande apoio do Cacique Sezenando e da líder comunitária Jozenita. Acertamos-nos com a Bia no comando dos provimentos, Sezenando “deu a luz” e tivemos a água e a eletricidade das instalações da Casa de Artesãs, que nos serviu de alojamento e oficina por aqueles dias, ligadas.

O grupo de trabalho das oficinas foi composto por mulheres, na maioria professoras da aldeia e também algumas alunas. No começo pareciam meio desconfiadas, apenas umas poucas haviam visto a apresentação especial de abertura feita pela Cia de Inventos. Surpreendeu saber delas que nunca haviam visto na aldeia uma apresentação de bonecos, nem tão pouco qualquer outra de teatro que fosse. Imagino como deve ter parecido abstrata a palestra do primeiro dia sobre a história e a técnica dos bonecos, marionetes, mamulengos e afins pelo mundo pra quem não tem referências anteriores sobre o que seja isso. Os olhares se tornavam mais atentos e absorvidos pelas explicações e projeções do datashow numa das paredes na sala.

As etapas que se seguiram dia-a-dia foram contextualizar a encenação com bonecos, eleger temas locais a serem trabalhados, preparar os roteiros, criar e desenvolver os personagens, bonecos, ensaiar e encenar a peça criada durante a oficina. Nessas horas sempre vejo como é difícil não interferir na percepção e no processo do outro. A tarefa de observar e acompanhar o processo alheio nunca deixa de ser um constante exercício de entrega e neutralidade sujeitas a grandes tentações e impulsos imponderados. Quanto mais obtemos sucesso nessa tarefa, mais aprendemos daqueles diferentes pontos de vista e da sua forma de se relacionar e interpretar o mundo. Mais rico, autêntico e inesperado também é o resultado.

Das histórias selecionadas, foram para o desenvolvimento da trama a da mula sem cabeça, a da invejosa e a surucucu, e a da cobra grande que está aprisionada embaixo da igreja. Todas do repertório de lendas locais e algumas já registradas no livro “Os Tupinikins e Guarani contam…”, organizado por Edivanda Mugrabi.

Muito bacana a forma como estas histórias ainda são presentes no imaginário das pessoas de lá. E ainda mais saborosas as versões e os detalhes que afloram das conversas. Diz-se que com a luz elétrica e o desmatamento, a mula sem cabeça foi-se embora pra outras terras. De um bizarro casamento de uma índia com uma cobra surucucu que virou príncipe na noite de núpcias, veio uma invejosa tentar a mesma sorte e encontrou seu terrível fim. E da polêmica entre diferentes opiniões, a única coisa de que todos concordam, pois está lá na praça pra quem quiser ver, é que existem duas igrejas, uma ao lado da outra. A antiga e pequenina, é a que dizem manter aprisionada em suas fundações uma perversa e gigantesca cobra, encarcerada e privada desta maneira de suas maldades. Caso parecido aos ocorridos sob as matrizes de Belém e Manaus, ao Norato e sua irmã Caninana. Falam também, que ali logo atrás destas igrejas vizinhas, no meio do mato perto da jaqueira, há rastros da toca dessa famigerada serpente numa vala maldita que é terra do “Zé Pelado”, entidade das piores que um vivente pode ter o azar de topar por aí.

Do rascunho inicial dos personagens a lápis e papel, aos poucos, pequenas cabaças foram sendo lixadas em cabeças e tomando feições de durepox. Com a tinta vieram os traços do rosto e com feixes de lã surgiram cabeleiras. Os figurinos foram todos costurados e arrematados à mão, com todo o luxo e capricho a que tinham direito. Os bonecos iam tomando forma e em um instante divino, o rosto de suas criadoras se iluminava. Aquele momento sublime em que o criador sopra vida à sua criação. “Parla!” – ao que teria dito Michelangelo, desferindo uma pretensiosa martelada no joelho de Moisés recém-esculpido. E invariavelmente iam se sucedendo olhares admirados, ternuras e conversas de criador à criatura. Anima, alma, vida, movimento. Desfloram-se os primeiros gestos. Ensaiam-se as primeiras expressões da personalidade de cada boneco. Mal parecem acreditar naquilo que criaram e conceberam com tanta arte e refinamento.

Inicialmente tímidas e ressabiadas, as crianças aos poucos foram se chegando às suas mães durante as oficinas. Pense em um cenário que tinha tudo pra virar um caos entre a disputa de atenções e tarefas. Titereiros, mães, adolescentes e uma escadinha do colo ao primário. Mas sabe quantas crianças chorando ou dando birra eu vi ao longo desses dias? – nenhuma. Sabe quantas mães eu vi dando espalho nos filhos ou tendo crise nervosa? – nenhuma. Bem pelo contrário, o ambiente sempre foi de profundo carinho, tolerância e cumplicidade. Mães e filhos perfeitamente integrados e envolvidos na confecção dos bonecos.

Que diferença da nossa cultura… Sei lá qual o segredo dessa arte, mas certamente é algo muito relevante e sofisticado que temos a aprender com eles. Ainda temos muito que evoluir pra chegar lá. Já tinha visto coisa semelhante em outras culturas indígenas pelo Pará e entre as Cholas dos povos andinos, só que esta sabedoria permanece alheia à nossa cultura branca besta dita “civilizada”.  O que sei é que, no meio daquela movimentação toda, os bonecos foram sendo produzidos sem qualquer prejuízo e as crianças eram plenamente incorporadas às dinâmicas e ao nosso cotidiano de trabalho. O que, aliás, foi uma participação muito legal. Já os maridos, namorados e outros homens da aldeia geralmente permaneceram mais reticentes e a certa distância das atividades. Quanto às adolescentes, são adolescentes sem distinção em qualquer lugar ou cultura, ao que parece. Celulares, ebulição de hormônios e comportamentos erráticos incontroláveis de estouro de manada.

Para ser doado à comunidade, junto da bagagem da oficina, foi um palco desmontável e versátil para diversos tipos de apresentações. Inicialmente armado na sala das oficinas, ali começaram, entre muita excitação e alvoroço, os ensaios. Interessante como tudo foi se ajeitando e as histórias se encadeando naturalmente. Dicas, colas e direção. A turma toda ali oculta pelos alambrados por detrás dos panos. Bonecos surgindo e se revelando através das cortinas. Até o diretor da escola, o Juscelino, apareceu pra dar a sua contribuição.

No início da tarde de domingo, nosso último dia na aldeia, os oficineiros saíram em romaria rumo à cabana no largo da igreja para orgulhosamente mostrar à criançada, amigos e parentes o resultado do trabalho. O espetáculo começa e, da plateia, adultos e crianças se divertem com as histórias e as ilustres participações.

As caras são as mais variadas. Há risos, espanto, abestalhamento, admiração e muitas gargalhadas. Todas gratificantes e maravilhosas em sua espontaneidade. Os improvisos acabam sendo os mais cômicos e o teatro de bonecos é um sucesso. São feitos os agradecimentos, honrarias de costume com discursos, entrega de certificados e brindes.

Ficamos sabendo que nossos colegas que estavam desenvolvendo a oficina paralela na Aldeia vizinha de Pau Brasil também obtiveram resultado gratificante. Para saber mais do projeto realizado simultaneamente por eles, vale visitar o relato “Poranduba Tupiniquim” e conferir o belo trabalho de autoria da Fabiana, minha colega fotógrafa que os acompanhou.

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Andanças

Duro foi, então, arrumar as tralhas pra seguir o caminho de volta. Ao final destes dias fizemos amizades. E da familiaridade que se criou, a convivência foi se tornando cada vez mais interessante. Nos primeiros dias ainda estávamos meio órfãos e no tempo livre das manhãs (as oficinas ocorreram de 16 às 20h) nos lançávamos por caronas e caminhadas para a cidade vizinha de Coqueiral e a sua praia adjacente.

Pensando sobre algumas das possibilidades para os próximos projetos, imagino que talvez possa ser uma boa considerar que as alimentações da equipe sejam feitas e servidas na própria comunidade, ao invés de cozinharmos no local das oficinas. Combinando isto com algum restaurante, bar, pensão ou cozinheira de mão cheia da aldeia, teríamos mais oportunidades de nos entrosar com as pessoas e nos integrar por aqueles dias. Experimentar mais dos costumes e culinária típicos. Além de ser um ótimo estímulo à transferência de renda e ao desenvolvimento sustentável das estruturas de comércio e serviços na Aldeia, agregando ainda mais um valor econômico e social ao projeto. Da forma como foi, não é que tenha sido ruim, lá contratamos uma cozinheira local para comandar a base de provimentos da oficina e a arrumação, mas é que isso acaba limitando de certa maneira.

Depois foi a vez de descobrirmos o porto no Rio Piraquê-açú, que passa pela aldeia com suas águas salobras margeadas por manguezais. Não saímos mais de lá. Através das matas e brejos próximos a estes mangues, Seu Nício, pai da Adriana, nos levou para conhecer um pouco das plantas e colher a madeira macia e leve da Tagibibuia utilizada no artesanato da Casaca, instrumento parecido ao reco-reco, tradicional da região. Com ele fomos apresentados à madeira da Imbira ou Tabua, cujas fibras desfiadas dão origem a esteiras e tangas; às colmeias de abelha de polinização silvestre; a um cipó que armazena água e toda sorte de frutinhas e plantas “boas para o homem”.

Pra quem gosta do contato com a natureza e da pesca esportiva, esse rio possui grandes atrativos. Ele nasce e corre por entre uma reserva, tem as águas limpas, muitos peixes e mariscos. Inclusive criadouros de robalos e tilápias em tanques de cativeiro. Fiquei muito curioso a respeito de uma turma de pescaria esportiva com iscas artificiais, embarcada em caiaques individuais, vinda de Vitória. Encontramos com eles praticamente todos os dias ao reunirem seus equipamentos no final da manhã. Segundo eles, as luas de quarto minguante ou crescente são as melhores por terem as marés mais mansas. Com uma só remada é possível bater toda uma galhada com tranquilidade. Chegam com o raiar do dia e lá pelas 11h, missão cumprida e muitas fotos de robalos entre os 2 e 7 kg registradas, amarram seus caiaques especialmente projetados pra a pesca e voltam pras suas casas na capital capixaba. Pareceu divertido!

Na noite de sábado fomos convidados a participar de uma festa de Tambor de Congo que estava acontecendo na casa do Seu Olindo, pai da Olinda, em homenagem aos jovens da comunidade. Muita música e dança embaladas por cantigas, tambores e casacas. Lá experimentamos a Cuaba, tradicional bebida alcoólica artesanal feita de forma rústica a partir da mandioca triturada. Lembrou muito o Cauim de outras tribos e a Chicha feita de milho no Perú e Colômbia. O trago é servido quente num canecão com um pouco de açúcar e uma colher pra tiragostar os pedaços de aipim que vem ao fundo.

Seguidas uma gincana de perguntas sobre a cultura indígena nacional e regional e uma disputa de luta corporal tradicional – espécie de sumô ou luta Greco-romana Tupinikim – foi posta e oferecida aos presentes uma mesa de comidas. Nela havia canjica, banana cozida, aipim, batata-doce, milho e tilápias temperadas com sal para serem embrulhadas em folhas de bananeira e assadas na brasa. Nem preciso dizer a delícia disso tudo.

Malas prontas após a apresentação final do teatro de bonecos e nos chamaram para um repeteco do Tambor de Congo. De bom grado fomos conferir e qual não foi a nossa surpresa ao sabermos que aquela festa era pra nossa despedida, com direito, a bolo, torta e tudo mais! Aí a viagem de volta pareceu ainda mais longa…

Até que a van chegou com o pessoal da oficina da Aldeia de Pau Brasil e nos pusemos na estrada, já era noite. Finalmente reunidos, depois de uma semana sem comunicação, o clima de confraternização, troca e comparação das experiências entre os dois grupos de trabalho prevaleceu enquanto as baterias aguentaram. O trânsito infernal do final de feriado fez com que chegássemos exaustos a BH já no início da tarde do dia seguinte. Numa próxima, vale a pena considerar uma boa noite de sono e a partida com o raiar do dia. De volta ao escritório, resta reviver as memórias desses dias, separar as fotos e preparar o relato para o projeto.

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Sobre a aldeia de Caeiras Velha

A Aldeia de Caeiras Velha fica no município de Aracruz/ES, próxima a cidade de Coqueiral, rumo ao litoral norte, logo depois de Nova Almeida. É uma das maiores e mais antigas aldeias da região e conta com uma população de aproximadamente mil pessoas. Pra quem imagina logo um monte de ocas e desfile de tangas, nada disso. Vivem em casas de alvenaria ou taipa, num estilo de vida muito semelhante ao de qualquer pessoa em uma pequena cidade qualquer. Chama a atenção apenas os traços índios, já bastante diluídos, observáveis em maior ou menor intensidade por entre seus habitantes.  Lá tem índio branco, negro, louro, pardo… Numa frase curiosa que ouvi, qualquer um pode ser Tupinikim, não é como acontece com os Guaranis dali de perto, que ainda tem na sua maioria a pele escura avermelhada, o cabelo muito liso, negro e os olhos puxados. Isso se deve, provavelmente, ao intensivo e prolongado contato que os Tupinikins mantiveram com os colonizadores desde a chegada dos portugueses.

O nome da aldeia vem de antigas indústrias de cal, as “caeiras”, que operavam na região, tendo como matérias primas conchas de moluscos e os grandes depósitos dos sambaquis. Hoje as fábricas já não funcionam mais, ficando apenas a referência à velha cidade das “caeiras”.

A maior fonte de emprego está na indústria e no comércio das cidades dali do entorno. A Aracruz Celulose (atual Fibria), antiga inimiga na demarcação das terras, hoje é parceira. Assim como boa parte dos posseiros, que são reconhecidos pelos Tupinikins como vizinhos, amigos e pessoas como eles mesmos, na batalha pelo reconhecimento dos direitos de cada um após longo histórico de ocupação desordenada e emaranhados do Estado.

Na política e nas relações da região, nada é simples. Mocinhos, índios e bandidos estão muito distantes da banal polarização entre o bem e o mal, opressores e oprimidos. Quanto mais próximo da vida real e distante dos folhetins, mais os contrastes humanos compreendem interesses e pontos de vista multifacetados, permitindo gradações de cinza e matizes coloridas muito além do preto e do branco. Mais do que nós contra eles, eles contra nós, uns contra os outros, ou cada um por si, estão todos no mesmo barco em busca de acordos e entendimentos para um bem maior e comum, cada um defendendo a sua realidade contextualizada, desejos e preocupações.

Pra quem anda distraído por Caeiras Velhas, as ruas sugerem ares bucólicos e passeio vagaroso. Pelos quintais e caminhos há galinhas ciscando, crianças brincando e corteses moradores a ir e vir, trazendo de um tudo, em suas bicicletas. Os cães, de olhar desinteressado, estão por toda parte. Observadores e coadjuvantes viralatas do cotidiano.

Num momento de bobeira – típico da distração dos que acham canivetes pelas ruas – um ganso correu pra me pegar. Achei aquilo tão inusitado que fiquei frouxo de rir enquanto ele, severo, me bicava o dedão do pé e me unhava com seus pésdepato desengonçados. Interessei-me pela brincadeira de uns meninos com seus bonequinhos na areia da rua e logo outro que estava ao largo veio me dizer, vaidoso e seguro, que sabia capoeira. Ao que deu a entender que seria foco de atenção mais digno à fotografia que a ocupação dos primeiros. Insinuando que concordava com ele, pedi pra conferir. De uma hora pra outra a rua estava tomada de crianças dando estrelas, mortais e plantando bananeira. Brotavam capoeiristas mirins de todos os lados se dando às fotos orgulhosamente. Disseram que o mestre vem de outra cidade uma vez por semana pra ensiná-los. Tive também notícias de outros projetos acontecendo com certa regularidade na aldeia e ajudando a transformar a qualidade de vida e fomentando a identidade local. Ações, atores e atitudes que somadas contribuem para estabelecer fortes raízes para o desenvolvimento sustentável dos Tupinikins, mas essa já é uma conversa pra outras matérias…

Tupinikim, que quer dizer “povo vizinho”, ou “vizinho dos tupis”, e acabou apropriado na corruptela vulgar, pejorativamente em uma visão imperialista, como sinônimo de “brasileiro desconectado do mundo, atrasado”. É uma das etnias indígenas que tem grande história de contato com os colonizadores e que muito contribuíram para a formação da identidade nacional. Que muito sofreram em decorrência disso também.

Originalmente localizados entre o norte do Espírito Santo e a região de Camamú na Bahia, da cultura original destes povos pouco restou. Atualmente encontram-se num processo de regularização de suas reservas e reafirmação de seus valores. Certamente já não compete a imagem romantizada do “bom selvagem”, nem tão pouco o papel de “bugre aventureiro”. Esperar que vivam como seus antepassados antes da chegada da colônia é uma ingênua pretensão um tanto alienada e perigosa.  Também o é ignorar as suas características e direitos distintivos dentre a sociedade brasileira moderna.  Como integrar sem desintegrar? A grande questão da identidade para este povo, talvez seja para eles, o que significa ser Tupinikim no Brasil moderno, para então decidirem o papel e a forma pela qual se conhecem e serão reconhecidos.

Para saber mais:

Sobre a oficina simultânea na Aldeia de Pau Brasil
http://palavrasobrecoisas.blogspot.com.br/2012/09/poranduba-tupiniquim_14.html

Sobre os índios Tupinikins
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tupiniquins
http://pib.socioambiental.org/pt/povo/tupiniquim/print

Vídeos
Sobre a comunidade da Aldeia Tupinikim de Caeiras Velha:
http://www.youtube.com/watch?v=HxM6nNSidpQ

Sobre a Casa das Artesãs Tupinikim onde ocorreram as oficinas em Caeiras Velha:
http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=qmkJVMlWL58

Chamada sobre a inauguração da Casa Cultural dos Guarani- Aldeia 3 Palmeiras:
http://www.youtube.com/watch?v=KSpQWWfrjOk

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ATEBEMG e o Dia Nacional do Teatro de Bonecos

uma das diversas apresentações promovidas pela ATEBEMG

Tive a satisfação de ser convidado para fazer a cobertura fotográfica da comemoração em homenagem ao Dia Nacional do Teatro de Bonecos.

Ela aconteceu neste ultimo domingo, 25 de abril de 2010 – no Parque Municipal em Belo Horizonte / MG. O evento realizado pela ATEBEMG – Associação de Teatro de Bonecos do Estado de Minas Gerais foi gratuito e contou com a participação de diversos grupos de “bonequeiros” e também com grande público.

Crianças e adultos se igualaram em encanto envolvidos por esta arte que reúne interpretação e modelagem em espetáculos tão criativos quanto imprevisíveis.

Este evento foi parte do Projeto Bonecos e Bonequeiros na Estrada, e só foi possível graças a Lei Estadual de Incentivo á Cultura de Minas Gerais e ao patrocínio da ArcelorMittal Brasil. Além disso, a comemoração contou ainda com as participações mais que especiais do Grupo de Percussão da Escola Helena Pieruccetti – cujas crianças participam da ONG Undió – que alegraram e acompanharam com seus tambores o desfile de bonecões. Todos aqueles que participam e apoiam a cultura merecem ser prestigiados e citados. Caso eu esteja me esquecendo de alguém, foi não saber, mas por favor sinta-se aqui incluído e se quiser fica aberto espaço de comentários para a sua participação aqui no final desta matéria. É só clicar e deixar o seu depoimento ou opinião que o texto será publicado.

Clique aqui para ver o álbum de fotos: ATEBEMG – Dia Nacional do Teatro de Bonecos – 25 abril 2010

Roteiro de viagem: Caraíva / BA

Caraíva está situada no extremo sul da Bahia, na ponta da reserva de Monte Pascoal e a cerca de 30km de estrada de terra a partir de Trancoso. O lugarejo é relativamente isolado e todos os meios de acesso são de terra, a não ser que esteja considerando helicóptero ou barco para chegar lá. Carros não entram na cidade e os diversos estacionamentos à beira da travessia do rio cobram R$5 pela diária. A travessia é feita em pequenas canoas (R$ 2,50 por pessoa) e uma vez do outro lado as ruas são todas de areia e a opção de transporte de pessoas ou bagagem são as carroças. A vila é pequena e dá pra ir a pé a qualquer lugar. Uma dica importante é se programar pra chegar lá ainda com bastante luz do dia, especialmente se for a sua primeira vez. Malas com rodinhas são inúteis, então o melhor é contar com um mochilão mesmo.

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Miriti Pop

Recentemente fui convidado a participar de um trabalho fotográfico inusitado, decorar a área de uma churrasqueira! A idéia foi da minha amiga Ana Laura, de Belém do Pará, que inaugurou recentemente este espaço na casa nova dela e decidiu alegrar o ambiente com imagens dos brinquedos de miriti, tão tradicionais na cultura paraense. Com base numa seleção de fotos que fiz a partir do meu acervo de imagens sobre o Círio de 2007, ela mandou envelopar com filme as janelas, freezer e alguns outros detalhes do lugar, dando a idéia de quadros ao mesmo tempo em que também funcionam como cortinas.  

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Atualização Ouro Preto – Estrada Real Parte V

Ouro Preto e o Pico do Itacolomi
Ouro Preto e o Pico do Itacolomi

Hoje fiz algumas atualizações de fotos no post anterior do dia 22 de setembro: “Estrada Real Parte V – Tudo é Jazz em Ouro Preto”. Ainda falta muita coisa pra inserir, mas, pelo menos, já é um começo.

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ESTRADA REAL PARTE V – Tudo é Jazz em Ouro Preto

Estrada Real Parte V - Ouro Preto / MG
Estrada Real Parte V – Ouro Preto
vista-cartão postal do centro de ouro preto
vista de um dos cartões postais de Ouro Preto

No fim de semana entre os dias 18 e 20 de setembro de 2009, ocorreu em Ouro Preto/MG a 8º edição do festival Tudo é Jazz, contando com a participação de grandes artistas nacionais e internacionais. Ouro Preto fica a + ou – 100km de BH e a estrada repleta de curvas pelas montanhas está com o asfalto em bom estado. Acostamento é coisa rara, mas é uma ótima oportunidade pra ir tranqüilo curtindo a vista, o clima e as cidadezinhas do interior mineiro que vão se sucedendo pelo caminho.

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CATAS ALTAS / MG – Festa do Vinho de Jabuticaba – Estrada Real parte II

Anoitecer em Catas Altas / MG

A partir de BH, Catas Altas está a aproximadamente 120 km. Há pelo menos 3 caminhos para se escolher. O primeiro, em mais obvio, indo pela 381 / 262, direção a Itabira – João Monlevade – Espírito Santo. É o caminho direto, mas a estrada é cheia de curvas perigosas, trânsito pesado e muitos acidentes. Outro é indo por Ouro Preto – Mariana. Igualmente cheio de curvas, porém com o trafego um pouco mais leve e com a vantagem de perpassar estas cidades históricas e somá-las aos lugares visitados na Estrada Real. Ele tem uns 40 km a mais, só que parece bem agradável. A terceira opção (a que eu escolhi) passa por Sabará, Caeté e Barão de Cocais. São cento e poucos km seguindo por estradas estreitas zigzagueando pelas montanhas, sem acostamento e com uns 30 km de estrada de terra no final. Muito agradável e pitoresco.

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ESTRADA REAL PARTE I – CARRANCAS / MG

mosaico roteiro carrancas

Para ver o álbum de fotos com outras imagens deste roteiro,
clique nos links:

Álbum de fotos:

Estrada Real Parte I – Carrancas

&

Outras fotos do roteiro: Congonhas, SJD’Rei e Tiradentes

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 . mapa bh - carrancas mg - alefilizzola Clique aqui para ver no Google Maps este mapa em detalhes. .

Partindo de Belo Horizonte, são aproximadamente 250 km indo pela BR 040 e passando por São João Del Rei (SJDR). O asfalto é bom na maior parte do caminho, exigindo muita atenção apenas nos 30 km entre SJDR e Itutinga, pois está repleto de crateras muito profundas e que chegam a atravessar toda a pista. No mais, está tranqüilo. Na volta, resolvemos evitar a “buraqueira” e conhecer um novo percurso que tem praticamente a mesma distância. Desviamos rumo a Nazareno, Bom Sucesso e pegamos a 381 seguindo até BH. Há também um caminho alternativo, seguindo pela Fernão Dias e passando por Lavras. Esse eu não vi como está, mas me disseram que o trecho entre Lavras e Itutinga está tão ruim como o entre SJDR e Itutinga.

Eu preferi sair de BH pela BR040, pois o objetivo era muito maior do que simplesmente chegar a Carrancas, era ir curtindo o caminho também. Sendo assim, saímos com o dia raiando de BH e só fomos chegar à pousada já no fim do dia.

Parodiando um pouco uma frase que recebi estes dias num e-mail enviado por uma amiga e atribuída a Chamalú, um índio quéchua:

Declaro-me vivo! A chegada não importa, o caminho e a meta são a mesma coisa. Não precisamos correr para lugar algum, apenas rodar cada quilômetro com plena consciência.

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3Bs e 1P (Belém, Palmas, Brasília e Belo Horizonte)

 
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Entre os dias 5 e 8 de março de 2009, percorri, a partir de Belém, o caminho de volta para Belo Horizonte, com uma diferença do percurso que fiz em janeiro: ao invés de seguir direto pela Belém-Brasília, fiz o desvio passando por Palmas/TO e cruzando a Chapada dos Veadeiros. Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que este itinerário é bem melhor e mais agradável.
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Pôpôpôs (em Minas, pópópós)

 

Atendendo a um pedido da minha queria amiga e mestra Carmen Ribas, publico algumas fotos de Pôpôpôs, tradicionais embarcações que recebem este onomatopaico e peculiar nome devido ao característico som que seus motores à diesel ecoam pelos rios da Amazônia.

 

Para fazer o download, é só clicar na imagem para ampliar, clicar novamente pra apliar na página inteira, e depois clicar sobre a apliação com o botão direito do mouse selecionar “salvar como” para transferi-la para o seu computador.

 

O uso delas é livre, apenas lembre-se de incluir os créditos (‘alefilizzola.com’ ou ´Alessandro Filizzola´) na foto, ok?!

TCM 04 – Olhando Belém (jun 2008)

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Sobre a concepção deste trabalho

 

A capital paraense apresenta uma característica peculiar e em contra-senso com o que ocorre na maioria das cidades banhadas pelo mar — no caso de Belém, um “rio-mar”, as águas da Baia do Guajará — e com exuberantes recursos naturais: ela cresceu “de costas” para eles.

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TCM 03 – Círio: fé e arte de um povo (nov 2007)

 

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O desafio era desenvolver uma campanha de divulgação do Círio de Nazaré para além das divisas do estado do Pará, onde ele acontece. Foi um projeto de caráter experimental que causou alguma polêmica, brincando com a profusão de elementos e cores tão características desta festa.

O Círio de Nazaré foi trabalhado de maneira abrangente, destacando suas principais referências, através de imagens expressivas, e informando sobre seu significado com breves textos de apoio.

O objetivo da campanha desenvolvida é familiarizar a população brasileira com este evento e divulgar valores da cultura e identidade paraense, através de uma abordagem institucional, e preparando terreno para que, no futuro, ações promocionais sejam realizadas.

Este trabalho foi realizado sob a orientação da Professora e Coordenadora Marina Castro, do curso de Produção Publicitária da FAZ, Belém, Pará, durante o segundo semestre de 2007.

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Sobre a categoria Roteiros de Viagem

Aqui, pretendo dividir com vocês as fotos e histórias das minhas viagens. Adoro viajar e conhecer novos lugares e pessoas, tendo contato com sua cultura e vivendo um pouco da sua realidade. Diria que este é um dos meus maiores prazeres.

 

Sempre que vejo programas na TV como o Lonely Planet, ou aquelas aventuras da National Geographic, fico imaginando que ali estão os melhores empregos do mundo! Você receber pra descobrir novos e incríveis lugares, registrar tudo e ainda por cima ganhar pra isso.

 

Então, vou utilizar este espaço pra ir treinando e estar preparado pra, quem sabe um dia, poder abraçar uma oportunidade de emprego destas. 🙂