Todos os posts de alefilizzola

MBA em Gestão do Ambiente e Sustentabilidade pela FGV, Pós-graduado em Gestão Estratégica da Informação pela UFMG, graduado em Criação e Produção Publicitária pela FAZ/PA – tendo sido premiado como o melhor aluno da faculdade -, e também com formação em Design Gráfico pela UEMG, trabalha desde 1992 com projetos de comunicação. Designer de atuação ampla, possui em sua bagagem estudos de aperfeiçoamento em Programação Neurolingüística, ilustração, animação, fotografia, processos de comunicação e vendas, edição digital, planejamento de mídia, formulação de projetos culturais e leis de incentivo à cultura, dentre outros.

London Photo Tour: Lara by the Afternoon

 

London Photo Tour: Lara

Portraits: Monica

London Photo Tour: Kallyna

Jazz Funky Vibe

Diana Oliveira London Fashion Trip

 

Photo Portraits Workshop

 

Mat & Ju: Family Portraits

Oriane Portraits

Oriane Portraits
London / Summer 2016
Photo: Alessandro Filizzola

 

 

 

 

 

Taly Portraits

Taly Portraits
London / Summer 2016
Photo: Alessandro Filizzola

 

Esperando Asdrúbal

A espera do primeiro filho é algo único. E para manter o suspense sobre a escolha do nome, este descolado e querido casal inventou uma brincadeira ao adotar um inusitado pseudônimo: “Nossa, já está chegando a hora, né?! Já pensaram em como irá se chamar? – Asdrúbal”. 😀

Essa é só uma provinha das imagens deste ensaio que foi repleto de diversão, entrega e afeto. Aos futuros jovens pais, muito obrigado pela confiança e pela incrível recepção que tivemos.

Fotografia: Alessandro Filizzola e Tatiana Eisenberg

 

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Vou para o Louvre!

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Bela foto! Mas quem és tu, foto?” – me perguntou um grande amigo sintetizando a dúvida recorrente. Aí eu respondi: “se for botar reparo, meu amigo, verá que é uma imagem da corredeira sobre o fundo do Rio Preto, onde umas algas dançarinas, fixas sobre às pedras, em um espetáculo de movimentos mui impressionistas. Só que nada disso importa, o que vale mesmo é o que você viu e o que ela te despertou. Fico muito feliz de saber de tantos que viram além do rio”.

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Arquitetura Celeste

Cubismo sideral escalavrado em patamares habitacionais, por vezes polvilhados de galhos esparsos que contrapõe o racional e o orgãnico nas paisagens urbanas. Imagens feitas durante o PhotoWalk BH 2015.

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Bloco dos Deuses

Uma amostra das imagens que fizemos neste final de semana para o Bloco dos Deuses e sua festa à fantasia no Studio Soleá. Dj, bandas de rock e tambores com direito à performances e apresentações de dança da melhor qualidade.

fotografia: ©Alessandro Filizzola e Tatiana Eisenberg

 

Certificado Curso Completo de Fotografia

Mais uma especialização em fotografia concluída! – E desta vez, na Escola de Imagem, a maior escola de fotografia da América Latina e representante oficial no Brasil da renomada Agência Magnum.

Quase um ano e meio de muito estudo, dedicação e investimento no aprimoramento pessoal e no up grade do equipamento. Mas valeu a pena e o resultado já pode ser visto na qualidade do trabalho e na satisfação dos clientes. Sempre há algo novo a aprender e o que possamos fazer ainda melhor!

Visagens

“Aparições de um universo simbólico e místico, por vezes aterrorizante. A este mundo entregamos nossas almas em sonhos e delírios do que cremos, do que somos e do que vivemos. Prelúdios da morte? Prenúncios da vida?”

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Aniversário espacial do Mateus

Mateus completou 6 anos e resolveu fazer uma grande festa no espaço. As brincadeiras começaram no quintal, mas logo eles embarcaram num foguete e lá se foram todos festejar entre os planetas e as estrelas!

fotografia: Alessandro Filizzola e Tatiana Eisenberg

 

 

 

álbum Verbo Vitrola Motor Band

Som da melhor qualidade com a Verbo Vitrola Motor Band num ensaio fotográfico com uma pegada Rock’n Roll intensa e ruidosa. Mercado Mundo Mico, Macacos / MG, em abril de 2014. Veja uma amostra das lâminas nas imagens abaixo, ou Clique aqui para baixar o álbum virtual em flash e folheá-lo.
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álbum Fazendas da Cháchara e Guarará

Lá, além de um moderno e confortável hotel fazenda e do agradável clima bucólico da região, também são produzidas a Cerveja Artesanal Loba, as Cachaças Pérola e Itaveravense, o Vinho dos Montes. Clique aqui para baixar o álbum virtual em flash e folheá-lo, ou veja uma amostra das lâminas nas imagens abaixo. Ensaio fotográfico feito durante a visita técnica às instalações da Fazenda Guarará e Fazenda da Chácara, em Santana dos Montes/MG, à 120km da capital, em abril de 2014.
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Brincando com os estudos de composição

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Estão vendo a animação com um monte de linhas e curvas que se sobrepõe em cada uma das telas sobre uma foto? Pois é, a brincadeira é sobre como os estudos de composição (esse monte de linhas) podem ser aplicados para compor e analisar uma imagem. Piada meio nerd de mais, né?! – Acontece… rsrsrsrs

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Álbum de Casamento Carla & Stephen

 

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Casamento de Carla e Stephen ao ar livre no Sítio Monte Verde em Itabira/MG

Fotos do casamento de Carla & Stephen, em junho de 2013, no Sítio Monte Verde – Itabira/MG – Brasil.

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Aldeia Tupiniquim de Caeiras Velha – Projeto Poranduba ATEBEMG

Resgate e instrumentalização cultural através do teatro de bonecos em comunidades indígenas

O teatro de bonecos pode ser usado como uma importante ferramenta para o resgate cultural. Por seus recursos de narrativa, elementos do imaginário coletivo são captados e trabalhados nos seus aspectos culturais, lúdicos, textuais, cênicos, artesanais e sociais. A ATEBEMG – Associação de Teatro de Bonecos de Minas Gerais, com o seu projeto Poranduba, trouxe esta proposta a cinco aldeias distribuídas pelos estados de MG, ES e BA. Tive o prazer de acompanhar, como fotógrafo convidado, entre os dias 03 e 09 de setembro de 2012, a oficina realizada na Aldeia Tupinikim de Caeiras Velha, na região de Aracruz, no Espírito Santo. Neste artigo adianto algumas das imagens e curiosidades desta experiência. Maiores detalhes sobre o projeto, seu acervo fotográfico completo e seus resultados serão publicados oportunamente no site da ATEBEMG, a idealizadora e realizadora desta ideia. Este projeto só foi possível graças aos recursos obtidos através do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz.

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Álbum de fotos Oficina Poranduba
Álbum de fotos Aldeia Tupinikim de Caeiras Vellha – ES
Álbum de fotos Tambor de Congo

O conceito do projeto Poranduba – Roda de Contos Indígenas com Bonecos, em si, é bastante simples, embora de grande espectro de atuação: trabalhar as lendas e histórias das aldeias, transferindo aos participantes uma base teórica e prática das técnicas do teatro de bonecos em oficinas com educadores e formadores de opinião em cada comunidade contemplada. Ao final das oficinas, espera-se que os integrantes apresentem à comunidade um espetáculo original com bonecos e roteiro desenvolvidos por eles próprios e tornem-se multiplicadores destes conhecimentos obtidos, utilizando-os como ferramenta pedagógica de apoio ao resgate cultural e à valorização da identidade daquele povo.

O ponto de encontro e partida foi na sede da associação em BH. Aos poucos os bonequeiros foram chegando e começando a organizar 2 palcos itinerantes das companhias + 2 palcos desmontáveis das oficinas,  equipamentos de som, luz, bonecos e bagagens pessoais. Na van com uma carreta a reboque viemos 4 pessoas para as oficinas, 2 fotógrafos e ainda 4 pessoas de dois grupos (Família Silva e Cia de Inventos) que realizariam apresentações especiais de abertura nas aldeias. Ainda agora custo a acreditar que conseguimos acomodar tudo.

Depois de pernoitar em Aracruz, fomos recepcionados pela Alzenira. Fizemos uma escala na Aldeia de Pau Brasil para descarregar o primeiro grupo de oficina – Fabiana, Anderson, Rafael, Roberto e Cida – e rumamos para a Aldeia de Caeiras Velha. Enquanto o Nado e a Renata montavam o palco e distraiam com maestria a criançada que se aglomerava para o espetáculo, Tiago e Iasmim, do Grupo Girino,  foram resolver questões práticas quanto ao alojamento e local de trabalho para os próximos dias.  Tivemos grande apoio do Cacique Sezenando e da líder comunitária Jozenita. Acertamos-nos com a Bia no comando dos provimentos, Sezenando “deu a luz” e tivemos a água e a eletricidade das instalações da Casa de Artesãs, que nos serviu de alojamento e oficina por aqueles dias, ligadas.

O grupo de trabalho das oficinas foi composto por mulheres, na maioria professoras da aldeia e também algumas alunas. No começo pareciam meio desconfiadas, apenas umas poucas haviam visto a apresentação especial de abertura feita pela Cia de Inventos. Surpreendeu saber delas que nunca haviam visto na aldeia uma apresentação de bonecos, nem tão pouco qualquer outra de teatro que fosse. Imagino como deve ter parecido abstrata a palestra do primeiro dia sobre a história e a técnica dos bonecos, marionetes, mamulengos e afins pelo mundo pra quem não tem referências anteriores sobre o que seja isso. Os olhares se tornavam mais atentos e absorvidos pelas explicações e projeções do datashow numa das paredes na sala.

As etapas que se seguiram dia-a-dia foram contextualizar a encenação com bonecos, eleger temas locais a serem trabalhados, preparar os roteiros, criar e desenvolver os personagens, bonecos, ensaiar e encenar a peça criada durante a oficina. Nessas horas sempre vejo como é difícil não interferir na percepção e no processo do outro. A tarefa de observar e acompanhar o processo alheio nunca deixa de ser um constante exercício de entrega e neutralidade sujeitas a grandes tentações e impulsos imponderados. Quanto mais obtemos sucesso nessa tarefa, mais aprendemos daqueles diferentes pontos de vista e da sua forma de se relacionar e interpretar o mundo. Mais rico, autêntico e inesperado também é o resultado.

Das histórias selecionadas, foram para o desenvolvimento da trama a da mula sem cabeça, a da invejosa e a surucucu, e a da cobra grande que está aprisionada embaixo da igreja. Todas do repertório de lendas locais e algumas já registradas no livro “Os Tupinikins e Guarani contam…”, organizado por Edivanda Mugrabi.

Muito bacana a forma como estas histórias ainda são presentes no imaginário das pessoas de lá. E ainda mais saborosas as versões e os detalhes que afloram das conversas. Diz-se que com a luz elétrica e o desmatamento, a mula sem cabeça foi-se embora pra outras terras. De um bizarro casamento de uma índia com uma cobra surucucu que virou príncipe na noite de núpcias, veio uma invejosa tentar a mesma sorte e encontrou seu terrível fim. E da polêmica entre diferentes opiniões, a única coisa de que todos concordam, pois está lá na praça pra quem quiser ver, é que existem duas igrejas, uma ao lado da outra. A antiga e pequenina, é a que dizem manter aprisionada em suas fundações uma perversa e gigantesca cobra, encarcerada e privada desta maneira de suas maldades. Caso parecido aos ocorridos sob as matrizes de Belém e Manaus, ao Norato e sua irmã Caninana. Falam também, que ali logo atrás destas igrejas vizinhas, no meio do mato perto da jaqueira, há rastros da toca dessa famigerada serpente numa vala maldita que é terra do “Zé Pelado”, entidade das piores que um vivente pode ter o azar de topar por aí.

Do rascunho inicial dos personagens a lápis e papel, aos poucos, pequenas cabaças foram sendo lixadas em cabeças e tomando feições de durepox. Com a tinta vieram os traços do rosto e com feixes de lã surgiram cabeleiras. Os figurinos foram todos costurados e arrematados à mão, com todo o luxo e capricho a que tinham direito. Os bonecos iam tomando forma e em um instante divino, o rosto de suas criadoras se iluminava. Aquele momento sublime em que o criador sopra vida à sua criação. “Parla!” – ao que teria dito Michelangelo, desferindo uma pretensiosa martelada no joelho de Moisés recém-esculpido. E invariavelmente iam se sucedendo olhares admirados, ternuras e conversas de criador à criatura. Anima, alma, vida, movimento. Desfloram-se os primeiros gestos. Ensaiam-se as primeiras expressões da personalidade de cada boneco. Mal parecem acreditar naquilo que criaram e conceberam com tanta arte e refinamento.

Inicialmente tímidas e ressabiadas, as crianças aos poucos foram se chegando às suas mães durante as oficinas. Pense em um cenário que tinha tudo pra virar um caos entre a disputa de atenções e tarefas. Titereiros, mães, adolescentes e uma escadinha do colo ao primário. Mas sabe quantas crianças chorando ou dando birra eu vi ao longo desses dias? – nenhuma. Sabe quantas mães eu vi dando espalho nos filhos ou tendo crise nervosa? – nenhuma. Bem pelo contrário, o ambiente sempre foi de profundo carinho, tolerância e cumplicidade. Mães e filhos perfeitamente integrados e envolvidos na confecção dos bonecos.

Que diferença da nossa cultura… Sei lá qual o segredo dessa arte, mas certamente é algo muito relevante e sofisticado que temos a aprender com eles. Ainda temos muito que evoluir pra chegar lá. Já tinha visto coisa semelhante em outras culturas indígenas pelo Pará e entre as Cholas dos povos andinos, só que esta sabedoria permanece alheia à nossa cultura branca besta dita “civilizada”.  O que sei é que, no meio daquela movimentação toda, os bonecos foram sendo produzidos sem qualquer prejuízo e as crianças eram plenamente incorporadas às dinâmicas e ao nosso cotidiano de trabalho. O que, aliás, foi uma participação muito legal. Já os maridos, namorados e outros homens da aldeia geralmente permaneceram mais reticentes e a certa distância das atividades. Quanto às adolescentes, são adolescentes sem distinção em qualquer lugar ou cultura, ao que parece. Celulares, ebulição de hormônios e comportamentos erráticos incontroláveis de estouro de manada.

Para ser doado à comunidade, junto da bagagem da oficina, foi um palco desmontável e versátil para diversos tipos de apresentações. Inicialmente armado na sala das oficinas, ali começaram, entre muita excitação e alvoroço, os ensaios. Interessante como tudo foi se ajeitando e as histórias se encadeando naturalmente. Dicas, colas e direção. A turma toda ali oculta pelos alambrados por detrás dos panos. Bonecos surgindo e se revelando através das cortinas. Até o diretor da escola, o Juscelino, apareceu pra dar a sua contribuição.

No início da tarde de domingo, nosso último dia na aldeia, os oficineiros saíram em romaria rumo à cabana no largo da igreja para orgulhosamente mostrar à criançada, amigos e parentes o resultado do trabalho. O espetáculo começa e, da plateia, adultos e crianças se divertem com as histórias e as ilustres participações.

As caras são as mais variadas. Há risos, espanto, abestalhamento, admiração e muitas gargalhadas. Todas gratificantes e maravilhosas em sua espontaneidade. Os improvisos acabam sendo os mais cômicos e o teatro de bonecos é um sucesso. São feitos os agradecimentos, honrarias de costume com discursos, entrega de certificados e brindes.

Ficamos sabendo que nossos colegas que estavam desenvolvendo a oficina paralela na Aldeia vizinha de Pau Brasil também obtiveram resultado gratificante. Para saber mais do projeto realizado simultaneamente por eles, vale visitar o relato “Poranduba Tupiniquim” e conferir o belo trabalho de autoria da Fabiana, minha colega fotógrafa que os acompanhou.

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Andanças

Duro foi, então, arrumar as tralhas pra seguir o caminho de volta. Ao final destes dias fizemos amizades. E da familiaridade que se criou, a convivência foi se tornando cada vez mais interessante. Nos primeiros dias ainda estávamos meio órfãos e no tempo livre das manhãs (as oficinas ocorreram de 16 às 20h) nos lançávamos por caronas e caminhadas para a cidade vizinha de Coqueiral e a sua praia adjacente.

Pensando sobre algumas das possibilidades para os próximos projetos, imagino que talvez possa ser uma boa considerar que as alimentações da equipe sejam feitas e servidas na própria comunidade, ao invés de cozinharmos no local das oficinas. Combinando isto com algum restaurante, bar, pensão ou cozinheira de mão cheia da aldeia, teríamos mais oportunidades de nos entrosar com as pessoas e nos integrar por aqueles dias. Experimentar mais dos costumes e culinária típicos. Além de ser um ótimo estímulo à transferência de renda e ao desenvolvimento sustentável das estruturas de comércio e serviços na Aldeia, agregando ainda mais um valor econômico e social ao projeto. Da forma como foi, não é que tenha sido ruim, lá contratamos uma cozinheira local para comandar a base de provimentos da oficina e a arrumação, mas é que isso acaba limitando de certa maneira.

Depois foi a vez de descobrirmos o porto no Rio Piraquê-açú, que passa pela aldeia com suas águas salobras margeadas por manguezais. Não saímos mais de lá. Através das matas e brejos próximos a estes mangues, Seu Nício, pai da Adriana, nos levou para conhecer um pouco das plantas e colher a madeira macia e leve da Tagibibuia utilizada no artesanato da Casaca, instrumento parecido ao reco-reco, tradicional da região. Com ele fomos apresentados à madeira da Imbira ou Tabua, cujas fibras desfiadas dão origem a esteiras e tangas; às colmeias de abelha de polinização silvestre; a um cipó que armazena água e toda sorte de frutinhas e plantas “boas para o homem”.

Pra quem gosta do contato com a natureza e da pesca esportiva, esse rio possui grandes atrativos. Ele nasce e corre por entre uma reserva, tem as águas limpas, muitos peixes e mariscos. Inclusive criadouros de robalos e tilápias em tanques de cativeiro. Fiquei muito curioso a respeito de uma turma de pescaria esportiva com iscas artificiais, embarcada em caiaques individuais, vinda de Vitória. Encontramos com eles praticamente todos os dias ao reunirem seus equipamentos no final da manhã. Segundo eles, as luas de quarto minguante ou crescente são as melhores por terem as marés mais mansas. Com uma só remada é possível bater toda uma galhada com tranquilidade. Chegam com o raiar do dia e lá pelas 11h, missão cumprida e muitas fotos de robalos entre os 2 e 7 kg registradas, amarram seus caiaques especialmente projetados pra a pesca e voltam pras suas casas na capital capixaba. Pareceu divertido!

Na noite de sábado fomos convidados a participar de uma festa de Tambor de Congo que estava acontecendo na casa do Seu Olindo, pai da Olinda, em homenagem aos jovens da comunidade. Muita música e dança embaladas por cantigas, tambores e casacas. Lá experimentamos a Cuaba, tradicional bebida alcoólica artesanal feita de forma rústica a partir da mandioca triturada. Lembrou muito o Cauim de outras tribos e a Chicha feita de milho no Perú e Colômbia. O trago é servido quente num canecão com um pouco de açúcar e uma colher pra tiragostar os pedaços de aipim que vem ao fundo.

Seguidas uma gincana de perguntas sobre a cultura indígena nacional e regional e uma disputa de luta corporal tradicional – espécie de sumô ou luta Greco-romana Tupinikim – foi posta e oferecida aos presentes uma mesa de comidas. Nela havia canjica, banana cozida, aipim, batata-doce, milho e tilápias temperadas com sal para serem embrulhadas em folhas de bananeira e assadas na brasa. Nem preciso dizer a delícia disso tudo.

Malas prontas após a apresentação final do teatro de bonecos e nos chamaram para um repeteco do Tambor de Congo. De bom grado fomos conferir e qual não foi a nossa surpresa ao sabermos que aquela festa era pra nossa despedida, com direito, a bolo, torta e tudo mais! Aí a viagem de volta pareceu ainda mais longa…

Até que a van chegou com o pessoal da oficina da Aldeia de Pau Brasil e nos pusemos na estrada, já era noite. Finalmente reunidos, depois de uma semana sem comunicação, o clima de confraternização, troca e comparação das experiências entre os dois grupos de trabalho prevaleceu enquanto as baterias aguentaram. O trânsito infernal do final de feriado fez com que chegássemos exaustos a BH já no início da tarde do dia seguinte. Numa próxima, vale a pena considerar uma boa noite de sono e a partida com o raiar do dia. De volta ao escritório, resta reviver as memórias desses dias, separar as fotos e preparar o relato para o projeto.

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Sobre a aldeia de Caeiras Velha

A Aldeia de Caeiras Velha fica no município de Aracruz/ES, próxima a cidade de Coqueiral, rumo ao litoral norte, logo depois de Nova Almeida. É uma das maiores e mais antigas aldeias da região e conta com uma população de aproximadamente mil pessoas. Pra quem imagina logo um monte de ocas e desfile de tangas, nada disso. Vivem em casas de alvenaria ou taipa, num estilo de vida muito semelhante ao de qualquer pessoa em uma pequena cidade qualquer. Chama a atenção apenas os traços índios, já bastante diluídos, observáveis em maior ou menor intensidade por entre seus habitantes.  Lá tem índio branco, negro, louro, pardo… Numa frase curiosa que ouvi, qualquer um pode ser Tupinikim, não é como acontece com os Guaranis dali de perto, que ainda tem na sua maioria a pele escura avermelhada, o cabelo muito liso, negro e os olhos puxados. Isso se deve, provavelmente, ao intensivo e prolongado contato que os Tupinikins mantiveram com os colonizadores desde a chegada dos portugueses.

O nome da aldeia vem de antigas indústrias de cal, as “caeiras”, que operavam na região, tendo como matérias primas conchas de moluscos e os grandes depósitos dos sambaquis. Hoje as fábricas já não funcionam mais, ficando apenas a referência à velha cidade das “caeiras”.

A maior fonte de emprego está na indústria e no comércio das cidades dali do entorno. A Aracruz Celulose (atual Fibria), antiga inimiga na demarcação das terras, hoje é parceira. Assim como boa parte dos posseiros, que são reconhecidos pelos Tupinikins como vizinhos, amigos e pessoas como eles mesmos, na batalha pelo reconhecimento dos direitos de cada um após longo histórico de ocupação desordenada e emaranhados do Estado.

Na política e nas relações da região, nada é simples. Mocinhos, índios e bandidos estão muito distantes da banal polarização entre o bem e o mal, opressores e oprimidos. Quanto mais próximo da vida real e distante dos folhetins, mais os contrastes humanos compreendem interesses e pontos de vista multifacetados, permitindo gradações de cinza e matizes coloridas muito além do preto e do branco. Mais do que nós contra eles, eles contra nós, uns contra os outros, ou cada um por si, estão todos no mesmo barco em busca de acordos e entendimentos para um bem maior e comum, cada um defendendo a sua realidade contextualizada, desejos e preocupações.

Pra quem anda distraído por Caeiras Velhas, as ruas sugerem ares bucólicos e passeio vagaroso. Pelos quintais e caminhos há galinhas ciscando, crianças brincando e corteses moradores a ir e vir, trazendo de um tudo, em suas bicicletas. Os cães, de olhar desinteressado, estão por toda parte. Observadores e coadjuvantes viralatas do cotidiano.

Num momento de bobeira – típico da distração dos que acham canivetes pelas ruas – um ganso correu pra me pegar. Achei aquilo tão inusitado que fiquei frouxo de rir enquanto ele, severo, me bicava o dedão do pé e me unhava com seus pésdepato desengonçados. Interessei-me pela brincadeira de uns meninos com seus bonequinhos na areia da rua e logo outro que estava ao largo veio me dizer, vaidoso e seguro, que sabia capoeira. Ao que deu a entender que seria foco de atenção mais digno à fotografia que a ocupação dos primeiros. Insinuando que concordava com ele, pedi pra conferir. De uma hora pra outra a rua estava tomada de crianças dando estrelas, mortais e plantando bananeira. Brotavam capoeiristas mirins de todos os lados se dando às fotos orgulhosamente. Disseram que o mestre vem de outra cidade uma vez por semana pra ensiná-los. Tive também notícias de outros projetos acontecendo com certa regularidade na aldeia e ajudando a transformar a qualidade de vida e fomentando a identidade local. Ações, atores e atitudes que somadas contribuem para estabelecer fortes raízes para o desenvolvimento sustentável dos Tupinikins, mas essa já é uma conversa pra outras matérias…

Tupinikim, que quer dizer “povo vizinho”, ou “vizinho dos tupis”, e acabou apropriado na corruptela vulgar, pejorativamente em uma visão imperialista, como sinônimo de “brasileiro desconectado do mundo, atrasado”. É uma das etnias indígenas que tem grande história de contato com os colonizadores e que muito contribuíram para a formação da identidade nacional. Que muito sofreram em decorrência disso também.

Originalmente localizados entre o norte do Espírito Santo e a região de Camamú na Bahia, da cultura original destes povos pouco restou. Atualmente encontram-se num processo de regularização de suas reservas e reafirmação de seus valores. Certamente já não compete a imagem romantizada do “bom selvagem”, nem tão pouco o papel de “bugre aventureiro”. Esperar que vivam como seus antepassados antes da chegada da colônia é uma ingênua pretensão um tanto alienada e perigosa.  Também o é ignorar as suas características e direitos distintivos dentre a sociedade brasileira moderna.  Como integrar sem desintegrar? A grande questão da identidade para este povo, talvez seja para eles, o que significa ser Tupinikim no Brasil moderno, para então decidirem o papel e a forma pela qual se conhecem e serão reconhecidos.

Para saber mais:

Sobre a oficina simultânea na Aldeia de Pau Brasil
http://palavrasobrecoisas.blogspot.com.br/2012/09/poranduba-tupiniquim_14.html

Sobre os índios Tupinikins
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tupiniquins
http://pib.socioambiental.org/pt/povo/tupiniquim/print

Vídeos
Sobre a comunidade da Aldeia Tupinikim de Caeiras Velha:
http://www.youtube.com/watch?v=HxM6nNSidpQ

Sobre a Casa das Artesãs Tupinikim onde ocorreram as oficinas em Caeiras Velha:
http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=qmkJVMlWL58

Chamada sobre a inauguração da Casa Cultural dos Guarani- Aldeia 3 Palmeiras:
http://www.youtube.com/watch?v=KSpQWWfrjOk

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Fechados, Serra do Cipó / MG – Cachoeiras e trilhas

No feriado do dia 15 de agosto de 2012, fui com o Caminheiro BH e o Caminhada Mineira conhecer as trilhas e cachoeiras de Fechados, que fica na Serra do Cipó em MG, cerca de 170 km de BH. A caminhada do dia foi de uns 12km aproximadamente, com intensidade variando de leve a moderada.

Fechados é uma pequena comunidade incrustada no sopé da serra, a cerca de 180/200km de Belo Horizonte/MG. Toda fechada por montanhas, talvez seja daí a origem do seu nome. O lugarejo ainda é rústico e apresenta poucos confortos e estrutura para o turista. Só pra chegar lá são uns 50km de estrada de terra, quase que sem sinalização. Mas procurando entrar em contato com alguma antecedência, é possível conseguir hospedagem e refeição.

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Colômbia – Relato de viagem: Bogotá / Cartagena

Das impressões iniciais, confesso que a Colômbia surpreendeu bastante. Gostei muito de conhecer Bogotá e Cartagena. Desta vez, o destino é que fez a escolha. Com muitas milhas por vencer, a ideia era gastá-las em algum destino da América do Sul e a Colômbia foi a melhor promoção que apareceu para o período em que poderia viajar em junho de 2012. Bogotá dá a impressão de uma pedra bruta ainda por se lapidar, com muito a oferecer ao turismo e a cordialidade do seu povo impressiona. Cartagena já segue no sentido oposto, é o principal destino turístico do país. Tem o seu centro histórico muito preservado e com atrações sofisticadas, embora já seja superexplorada turisticamente e igualmente explore o turista.

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álbum de fotos Cartagena

Frequentemente lembrado apenas pelas ações do narcotráfico e das FARC, que ficaram gravadas na memória de tantos anos de notícias recebidas dos jornais, o país vem passando por profundas transformações ao longo da última década e o turismo internacional começa, aos poucos, a mostrar a sua cara. Bogotá, Medellín e Cartagena de índias parecem pacificadas e diz-se ser seguro, inclusive, viajar pelas estradas entre elas. Porém, na Amazônia Colombiana e alguns outros redutos, ainda parece haver governos paralelos comandados ora por milícias, ora pelas FARC. Os noticiários televisivos colombianos confirmam isto em sua pauta tomada pelos atentados e tragédias diárias.

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Sustentabilidade: conceito coletivo

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Como o branding e a gestão estratégica da informação se integram à sustentabilidade e ao relacionamento com as partes interessadas para a eficiência e sobrevivência empresarial frente à realidade dos novos mercados

Sustentabilidade é um conceito coletivo, não existe isoladamente ou dissociado de contextos e ambientes. A sustentabilidade empresarial está atrelada ao relacionamento com stakeholders e exige que a informação circule. Que a comunicação seja efetiva entre todos os atores. E a comunicação só existe quando cumpridas as condições necessárias para que toda pessoa tenha disponíveis meios de participar do processo de decisão sobre questões que tenham impactos, ou que ela se sinta impactada, em sua vida.

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Empregos Verdes – Entrevista no Brasil das Gerais

Tive o prazer de participar do Brasil das Gerais, apresentado pela Roberta Zampetti na Rede Minas de televisão.

Na semana do meio ambiente, o tema deste programa, em 07 de junho, foi a ascensão do chamado “Emprego Verde” e os horizontes do mercado de trabalho influenciado pelas premissas do desenvolvimento sustentável.

Comigo, além da apresentadadora, participaram da conversa o Alexandre Mac Dowell da ABRAPS – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, o Alexandre Magrineli, assessor da presidência na HidroEX e a Susana Feichas, coordenadora do curso de MBA em Gestão do Ambiente e Sustentabilidade da FGV.

Abaixo seguem os links para o programa na íntegra, apresentado em dois blocos:

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Emprego Verde – Parte 1 (26:15)

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Emprego Verde – Parte 2 (23:07)

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Tabuleiro, Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras

Festival gastronômico de São Gonçalo do Rio das Pedras e alguns dos caminhos da Estrada Real pela Serra do Cipó em Minas Gerais.
Roteiro de Viagem: Trilha da Branca Fôrra – Estrada Real .

Cachoeira do Tabuleiro, a 3ª maior do Brasil, com 273m de queda livre. Tabuleiro, distrito de Conceição do Mato Dentro/MG

No final de semana entre 17 a 20 de maio de 2012, teve um roteiro muito bacana lá na Serra do Cipó entre Tabuleiro, Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras. Caminhos da melhor qualidade pelas bandas da Estrada Real. Foram 3 dias de passeio, 3 diferentes hospedagens, 4 cachoeiras, 2 boas caminhadas de algumas horas cada, um campo rupestre com inusitadas formações rochosas, comida caseira e um festival de tira-gosto. Pouco mais de 550 km rodados no total.

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4×4 trilha solidária Belo Vale/MG

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Neste último fim de semana, sábado, dia 07, nos reunimos para fazer uma trilha um pouco diferente, fizemos uma incursão solidária para ajudar às vitimas das fortes chuvas na região da Serra da Moeda, próxima a Belo Horizonte/MG, reafirmado alguns princípios humanitários e também de sustentabilidade.

Ainda há previsão de muita chuva pela frente e para os que querem colaborar, não é necessária grande articulação. Basta entrar em contato com a Defesa Civil ou a Cruz Vermelha e se informar sobre quais as localidades mais necessitadas e rumar pra lá. Donativos de mantimentos, água potável, roupas, produtos higiênicos, e de limpeza são bem vindos, mas não são obrigatórios. Por vezes o voluntariado já é um grande e suficiente auxílio. Chegando aos centros de assistência de cada cidade, os donativos são recebidos e reorganizados em Kits de cestas básicas e produtos de higiene e limpeza, as tarefas e roteiros são distribuídos aos voluntários conforme as premências do momento.

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Roteiro de viagem: Itabirito/MG – Pastel de Angu, Sustentabilidade e Umbigo de Bananeira

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Itabirito fica a aproximadamente 50 km de BH, seguindo na direção de Ouro Preto. Faz parte da Estrada Real e conta com alguns prédios históricos e estação da ferrovia preservados. Embora o que tenha nos atraiu pra lá durante este último feriado tenham sido a gastronomia e as curiosidades de uma mercearia que tem de tudo um pouco. Iguarias mineiras da roça que já não se vêem com facilidade hoje em dia e uma lição de sustentabilidade.

A cidade preserva algumas tradições de tempos antigos e que estão se perdendo, entre elas o Pastel de Angu, o Umbigo de Bananeira e uma pequena mercearia chamada Paraopeba que, felizmente, está ficando famosa, mas preservando a característica daquelas vendas que tem de tudo um pouco, incluindo produtos artesanais da roça feitos ali mesmo pelo entorno. Dinheiro nem sempre é a moeda corrente dos negócios que acontecem lá, muita coisa é trocada na base do escambo.  Não fui com a intenção de fotografar desta vez, mas pra quem gosta desta arte, vá preparado!

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Roteiro de viagem: Jalapão/TO

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Álbum de Fotos Jalapão 2011

O Jalapão é um daqueles redutos dos quais muita gente já ouviu falar, mas pouco se sabe a respeito. Vez por outra algum programa de TV fala dele e na memória acaba ficando um resquício de lembrança meio impreciso como aquela referência de lugar bonito, selvagem e inacessível no meio do… onde fica mesmo? As dúvidas  são compreensíveis, mesmo pesquisando na internet, as informações que encontramos sobre este lugar são relativamente poucas. Daí a conhecer alguém que foi lá e que possa compartilhar a experiência com riqueza de detalhes, mais raro ainda. No máximo, ouvi-se dizer que o amigo de um amigo esteve lá e blá, blá, blá… Mas, olha, seja como for, se você é daqueles que gosta de passeios rústicos e de conhecer melhor o que a natureza brasileira tem de especial pra oferecer, o Jalapão, mais do que um destino certo, é uma obrigação a ser cumprida em uma das suas próximas férias!

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Por Que Algumas Sociedades Tomam Decisões Desastrosas?

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Download da resenha “Colapso – cap. 14 – Por Que Algumas Sociedades Tomam Decisões Desastrosas” em PDF

Resenha feita sobre o original: Diamond, Jared. Colapso: como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. Editora Record. Rio de Janeiro, 2006. 3ª edição. Capítulo 14, p. 501 a 526. Consultado entre agosto e setembro de 2011.

Tomar a decisão correta frente a uma ameaça de extinção parece algo fácil, se não óbvio, mas não é bem assim o que nos conta Jared Diamond, com deliciosa riqueza de exemplos de acontecimentos reais e reflexões, no décimo quarto capítulo do seu livro Colapso. A decisão desastrosa pode, dentre outras razões, ser motivada pela falta de previsão, falta de percepção, mau comportamento racional, valores equivocados, irracionalidade e soluções malsucedidas das sociedades e seus governantes. O problema vai além da incapacidade social de tomar decisões em grupo e está relacionado com o fato de que os indivíduos também tomam decisões erradas para suas vidas apoiados por estas mesmas e danosas razões.

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Desafios na Construção de Indicadores de Sustentabilidade

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download da resenha Os Desafios na Construção de Indicadores de Sustentabilidade em PDF

Resenha feita a partir do original: Guimarães, Roberto P. e Feichas, Susana A. Q.. Desafios na Construção de Indicadores de Sustentabilidade. Artigo. Ambiente e Sociedade. Campinas, jul.-dez. 2009. Artigo consultado entre agosto e setembro de 2011 e disponível em: http://www.scielo.br/pdf/asoc/v12n2/a07v12n2.pdf

A operacionalização de conceitos relacionados à sustentabilidade, tais como os que se referem a mudanças de comportamento na forma como os seres humanos se relacionam com o meio ambiente, bem como no modo de formular, implementar e avaliar políticas públicas de desenvolvimento (Rio-92), exige o uso de indicadores que auxiliarão na gestão dos desafios propostos e das mudanças a serem realizadas, atuando como uma bússola a nortear e corrigir o caminho rumo ao futuro desejado. Para tanto, os autores neste artigo selecionaram e analisaram os principais aspectos do que consideraram ser os cinco índices mais relevantes: IDH, IBES-IPG, Pegada Ecológica, IDS-IBGE, Matriz Territorial de Sustentabilidade. Assim como das implicações da escolha, utilização e objetivos da adoção de indicadores de sustentabilidade.

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Logística Reversa, Meio Ambiente e Produtividade


 

download da resenha Logística Reversa Meio Ambiente e Produtividade em PDF

Resenha feita sobre o original: Mueller, Carla Fernanda. Logística Reversa meio ambiente e produtividade. Estudos Realizados. Grupo de Estudos Logísticos. Universidade Federal de Santa Catarina, 2005. Artigo consultado entre agosto e setembro de 2011 e disponível em: http://www.empresaresponsavel.com/aulas/logistica_texto_meioambiente.pdf

O artigo estudado trata de forma sucinta do que consiste a Logística Reversa. Das razões para praticá-la, dos principais fluxos de retorno dos produtos ao fabricante e a sua possível destinação e reaproveitamento dentro dos processos industriais e de mercado.

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Fórum Sustentar 2011 – Resenha

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Aconteceu no Minas Centro em Belo Horizonte/MG, durante os dias de 23 a 25 de agosto, o Sustentar 2011 – 4º fórum internacional pelo desenvolvimento sustentável. O evento contava com uma extensa agenda, diversas palestras acontecendo simultaneamente e agregadas sob os temas de afinidade tais como Clima, Direito, Construção Civil, Comunicação, Sociedade, Mineração, Educação, Varejo, Economia Verde, das quais procurei participar do maior número possível, selecionando as palestras e palestrantes de acordo com o meu interesse em cada assunto. O evento movimentou um grande número de pessoas com perfis aparentemente variados entre interesses, idades, formações e estilos, reforçando assim a idéia de que a sustentabilidade, indo além da mídia de almanaque, realmente é um tema de interesse da sociedade.

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