Sustentabilidade: conceito coletivo

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Como o branding e a gestão estratégica da informação se integram à sustentabilidade e ao relacionamento com as partes interessadas para a eficiência e sobrevivência empresarial frente à realidade dos novos mercados

Sustentabilidade é um conceito coletivo, não existe isoladamente ou dissociado de contextos e ambientes. A sustentabilidade empresarial está atrelada ao relacionamento com stakeholders e exige que a informação circule. Que a comunicação seja efetiva entre todos os atores. E a comunicação só existe quando cumpridas as condições necessárias para que toda pessoa tenha disponíveis meios de participar do processo de decisão sobre questões que tenham impactos, ou que ela se sinta impactada, em sua vida.

Empresas que internalizam a gestão da informação balizadas pelo PDCA (Plan, Do, Check, Act) aos seus valores têm melhores chances de sucesso na consolidação de sua própria identidade e também de se destacar no mercado.

A qualidade da informação é determinada pela transparência e acessibilidade do conteúdo. Entenda-se aqui que ela tem que chegar a quem lhe é de direito, ser compreendida, ter voz e ouvidos para ir e vir livremente, sustentando diálogos e debates produtivos entre os interessados. Instituições são organismos, são sistêmicas, são holísticas; não máquinas.

Quando as organizações investem no entendimento da sua própria identidade, no desenvolvimento da marca, do seu branding e dos seus processos participativos, acabam por tornarem-se mais dinâmicas, compreendidas e reconhecidas. O motivo é simples: é mais fácil se relacionar com quem se conhece. A recíproca também é verdadeira, é igualmente importante saber quem são os demais atores e o que eles pensam e desejam; convidá-los a participar, opinar e contribuir desde as etapas iniciais de qualquer processo ou projeto. Mais do que favorecer à mediação de conflitos, estas ações, em alguns casos, chegam a eliminá-los antes mesmo que surjam, assim como também são facilitadas a prevenção e a mitigação de problemas.

Diferentes percepções ampliam o conhecimento e reduzem os pontos cegos da racionalidade limitada das empresas. Elas criam ambientes favoráveis às inovações e a implementação de rotinas, processos e produtos mais eficientes e adequados ao desenvolvimento sustentável.

As ações participativas fazem com que a comunicação deixe de ser uma ação de “fim de tubo”, empurrando projetos (dejetos) goela abaixo de quem ficou excluído do processo decisório ao considerar apenas as informações do interesse unilateral de quem as produz. Sendo participativa desde o começo, a comunicação torna-se uma ferramenta de excelência a serviço da gestão integrada durante todo o ciclo de vida de cada produto.

A gestão estratégica da informação e do branding ajuda na redução, ou eliminação, de uma sangria silenciosa, geralmente não contabilizada, de que sofrem muitas empresas. Essa evasão de recursos também pode ser reconhecida por outros nomes como: retrabalho, erros de projeto, circulação de boatarias, informações conflitantes, equivocadas ou atrasadas, ineficiência produtiva e o desperdiço de horas homem no dia a dia na lida ou na mitigação destes problemas. A sustentabilidade em xeque aqui é a das pessoas, das empresas, da qualidade dos relacionamentos estabelecidos com seus stakeholders e da sustentação que deles emana. Resolvendo isso, a Natureza também se beneficia e agradece.

Alessandro Filizzola

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