4×4 trilha noturna do eclipse lunar

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Já passavam das 17:30h do dia 15 de junho de 2011 e o eclipse lunar já deveria ser visível a aquela altura. O ponto de encontro foi no Posto Chefão e havíamos acabado de chegar à antena no topo do Morro da Skol, bem, pelo menos a maioria de nós.

O tempo passava rápido e os retarda talhos ainda enfrentavam problemas para vencer a ladeira de minério erodida. Lá de cima, a vista do entardecer é linda, montanhas que se perdem no horizonte, a rodovia e as luzes de lugarejos que iam se acendendo a medida que o sol se punha tingindo o céu em tons de vermelho vivo. Do lado oposto, o principal espetáculo daquele fim de tarde ainda não era visto e a tensão entre todos aumentava. Era possível que o eclipse total da lua estivesse encoberto pelas montanhas mais altas do entorno e teríamos que ir rápido pra um cume mais elevado, só que ninguém estava confortável com a idéia de deixar pra traz os companheiros que ainda se digladiavam para romper o terreno ao pé do morro. Carlão, bloqueado nas quatro, se adiantou e lançou-se ladeira abaixo ao auxílio dos agarrados enquanto os mais ansiosos apontaram o caminho ao cume mais alto. Passado o eclipse nos voltaríamos para resgatar o grupo que ficava, caso não conseguissem nos alcançar.

O eclipse só começou a ser visível a partir das 18h, depois do sol se por (antes disso havia muita luz e a lua não contrastava), e terminou por volta das 19h. Timidamente ele foi surgindo um risco avermelhado no céu, muito parecido com um quarto crescente, só que mais sombrio e âmbar. Com os carros reunidos em um semicírculo confrade, todos ofertavam os comes e bebes que traziam consigo. O frio naquela hora já era intenso e a temperatura despencou ainda mais. Guiado pelo pilar de luz cravado nas nuvens por um holofote que mais fazia lembrar os de uma bateria antiaérea inglesa a esquadrinhar a noite londrina à caça dos aviões alemães, não tardou pro Carlão chegar com os outros três carros que ficaram por último. Com o frio congelante e ventos cortantes, ao fim do espetáculo, parte dos colegas despediu-se e resolveu ir embora.

Enquanto uns iam, outros chegavam e apareceu o Mirim perdido pelas montanhas para nos cooptar para um churrasco rústico que começava às margens do riacho da trilha do Boi Preto. O grupo se dispersou rumo ao churrasco e alguns ficaram perdidos pelas trilhas, eu entre eles. Tentando encontrar o caminho, encontramos com um comboio que também estava perdido e chegamos todos juntos ao ponto de encontro. Lá a turma já estava animada. A pequena fogueira cumpria bem o seu papel de churrasqueira, mas era um arremedo de fogueira junina pra espantar o frio. As 23h não deu pra agüentar mais o sereno e as baixas temperaturas. Assim, eu, Konsta e Diego nos despedimos da turma que, pelo entusiasmo, ainda deve ter se demorado por lá. Foi um eclipse, uma trilha noturna e um programa da melhor qualidade para uma quinta-feira despretensiosa!

álbum de fotos 4×4 Eclipse Lunar

além do álbum de fotos acima, há ainda mais imagens feitas pelo Vilela no link abaixo, é só clicar pra ver:

Álbum de fotos do Vilela

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7 comentários em “4×4 trilha noturna do eclipse lunar”

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